FORTE DE S. FRANCISCO SECULO XVII

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Nos primórdios da nacionalidade foi fundado nos arredores da então vila de Chaves, o convento de S. João da Veiga pertencente à Ordem dos Templários, que depois se viriam a consagrar à Ordem da Soledade de São Francisco.
Em 1629, o Capítulo Provincial da Ordem da Soledade de São Francisco, celebrado em Vila Viçosa, presidido pelo padre Frei Bernardino da Serra, determina procurar em Chaves local para novo convento, o local escolhido foi uma colina fronteira à vila denominado Alto da Pedisqueira. Assim em 1635, é lançada a primeira pedra para a construção do convento, dedicado a Nossa Senhora do Rosário. Para a sua construção muito contribuiu o préstimo do seu patrono, o 8º duque de Bragança, D. João IV de Portugal.

Por razões militares, e sensivelmente na mesma data, foi construído o forte de N.ª S.ª do Rosário, obra constituída por baluartes e ponte levadiça, que em toda a Guerra da Restauração constituiria excelente defesa da praça da vila de Chaves.
Possui estrutura semelhante ao vizinho Forte de São Neutel , edificado durante as Guerras da Restauração, e integrava-se no sistema fortificado abaluartado da cidade de Chaves, onde fechavam as cortinas da praça de armas, constituindo como que um reduto.
Arquitetura militar, seiscentista. É um Forte de planta em estrela regular, com quatro baluartes pentagonais destacados nos ângulos de um retângulo, com reparo de escarpa exterior em talude, reforçada parcialmente por sapata, em alvenaria de granito de aparelho irregular e em cantaria de aparelho regular nos cunhais, rematada por cordão e parapeito liso, com o topo em rampa, tendo nos ângulos flanqueados guaritas, circulares, em cantaria, assentes em mísulas circulares, rematadas por cornija e cobertas por domo.

Foi também o cenário da vitória do General Silveira contra os franceses do exército de Soult em 1809.
Entre 1994 e 1997 este Forte foi adaptado a Pousada segundo o projecto dos arquitectos Eduardo Coimbra Brito e Pedro Jalles Ferreira


Cronologia do Convento de S.Francisco

1446 - Contrato para a construção da abóbada do convento dos franciscanos, entre o guardião Frei Rodrigo de Morais e o mestre Joanes;
1629 - Capítulo Provincial da Ordem da Soledade de São Francisco, celebrado em Vila Viçosa e presidido pelo padre Frei Bernardino da Serra, determina procurar em Chaves local para novo convento;
1632, 23 julho - D. João, 8º Duque de Bragança, padroeiro do convento, despacha favoravelmente, tendo um morador da vila oferecido um terreno no Alto da Pedisqueira, local onde existia a capela de Nossa Senhora do Rosário;
1635, 13 maio - lançamento da primeira pedra para a construção do convento, dedicado a Nossa Senhora do Rosário;
1637 - conclusão da construção do convento;
1654 - trasladação dos ossos dos religiosos e do mausoléu de D. Afonso, 1º Duque de Bragança, então sepultados no velho convento da veiga;
1644, 26 maio - sendo Governador das Armas da Província D. João de Sousa da Silveira, é assentada a primeira pedra na construção do novo forte de Nossa Senhora do Rosário, no local onde os frades têm o convento;

Convento franciscano Capucho da Província da Soledade, com igreja de estrutura maneirista, de planta retangular composta por nave única e capela-mor, mais baixa e estreita, interiormente amplamente iluminada e com coberturas em falsas abóbadas de berço, de estuque, e por campanário, com duas sineiras, e zona regral com claustro quadrangular desenvolvida à direita



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