TORRE DE MENAGEM SECULO XI

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O antigo Castelo de Chaves foi construído no século IX pelo Conde Odoário. Terá sido reconstruído no século XIII durante o reinado de D.Afonso III. Do antigo castelo medieval conserva-se a torre de menagem, de planta quadrangular, com fachadas sigladas, terminadas em parapeito e ameias prismáticas, tendo no topo balcões rectangulares e nos ângulos balcões circulares, assentes em mísulas escalonadas e com matacães, rasgadas por frestas simples e bíforas, acedida a nível elevado, por portal em arco de volta perfeita, encimado pelas armas de Portugal, e troço de muralhas de planta rectangular a envolver parcialmente a torre, com adarve e balcões. O Rei Dinis de Portugal (1279-1325), deu prosseguimento às obras do Castelo de Chaves, concluindo a torre de menagem e a cerca da vila. Afonso IV de Portugal (1279-1325), por sua vez, confirmou o foral à vila (1350)
No contexto da crise de 1383-1385, a vila de Chaves tomou partido por D. Beatriz e D. João I de Castela. Após a batalha de Aljubarrota (1385), as forças do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, impuseram cerco ao castelo, que se estendeu de Janeiro a Abril de 1386, até à rendição de seu alcaide-mor, Martim Gonçalves de Ataíde. Em recompensa, D. João I de Portugal doou estes domínios ao Condestável, que os legou como dote a sua filha D. Beatriz, pelo casamento com D. Afonso, 1° duque de Bragança. Por este motivo, alguns autores também denominam o Castelo de Chaves como o Castelo do Duque de Bragança.
Chaves entrou na órbita cristã medieval em finais do século IX, altura em que o Conde Odoário, ao serviço dos reis asturianos, presuriou a antiga Aquae Flaviae.
Nos séculos seguintes, o castelo desempenhou um papel importante na organização e na defesa do reino de Portugal. Em 1093, a vila é incluída no dote de casamento de D. Teresa com o conde D. Henrique. O que resta da fortificação medieval foi edificado no período gótico, possivelmente no século XIII. D. Afonso III passou foral à povoação em 1258 e é a este monarca que se atribui o projeto defensivo baixo-medieval. A colocação da torre de menagem junto a um troço da muralha é um forte indicador nesse sentido, conhecendo-se a preferência românica por isolar esta estrutura no centro de um pátio interior e não defendendo ativamente os muros. A amplitude do projeto terá determinado algum arrastamento das obras, que continuaram pelo reinado de D. Dinis.
A segunda grande fase de obras do recinto ocorreu já em plena época moderna. No Portugal em guerra com Castela devido à proclamação da independência nacional, Chaves transformou-se na principal praça-forte transmontana, recebendo, por isso, um forte reforço da sua estrutura militar.



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