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ECO-Museu de Montalegre

O Ecomuseu de Barroso é um projecto que abrange todo o concelho de Montalegre. A ideia do Ecomuseu resulta da consciência, mas também da preocupação de salvaguardar um património nas suas múltiplas componentes, natural, cultural, social e económica. Este projecto foi a sugestão de um antropólogo Georges Henri Revière, numa das suas visitas a Portugal nos anos 70, e que inicialmente se destinava apenas às aldeias do Parque Nacional Penêda-Gerês. As aldeias de Barroso possuem, de um modo geral, um grande valor cénico e cultural, pelo que estas povoações são consideradas, no seu conjunto, como partes do Ecomuseu.

Montalegre, capital das Terras de Barroso há 734 anos, situa-se na prega mais setentrional do planalto barrosão. Com efeito, assumiu tal privilégio, no dia 9 de Junho de 1273, por carta concedida pelo Rei D. Afonso III. Este monarca ergueu, para sua segurança e de toda a terra de Barroso, a admirável fortaleza mediévica, circuitando-a de muralhas, onde milénios antes os nossos mais remotos antepassados haviam construído o seu oppidum (castro).
O monumental e magnífico exemplar da arquitectura militar portuguesa já estava construído em 4 de Abril de 1281 porque, nessa data, o jovem rei D. Dinis, filho de D.Afonso III, expede da vila de Castelo de Vide, a famosa “Carta de Arras”, propter nupcias, (devido a núpcias) a Dona Isabel de Aragão, a quem doa as vilas de Óbidos, Abrantes e Porto de Mós e também os seguintes doze castelos: Vila Viçosa, Monforte, Sintra, Ourém, Feira, Gaia, Lamosis, Nóbrega, Santo Estêvão de Chaves, Monforte de Rio Livre, Portel e Montalegre.
Mais tarde, no rebordo setentrional do morro foi construída uma nova Torre de Menagem, belíssima e equilibrada estrutura que indicia ser obra dos arquitectos e mestres canteiros de D.Dinis, monarca que muito investiu na defesa das fronteiras ao longo de todo o território.


O Castelo de Montalegre

É uma das mais sólidas e bonitas fortalezas fronteiriças da Península Ibérica. Conjunto de majestosas proporções que reflecte uma inexcedível adaptação ao coroamento granítico onde foi erguido, foi construído pelo último rei conquistador – D. Afonso III. O Castelo foi erguido entre 9 de Junho de 1273 e 4 de Abril de 1281. Compunha-se o imponente roqueiro de três torres, em semicírculo de nascente para poente sendo a daquele lado a de Menagem, a do meio, dita do Relógio e a última e mais pequena, a da Pólvora ou do Paiol. Mais tarde, ergueu-se a belíssima torre dionisina que exibe, a mais de vinte metros de altura, elegantes matacães ameiados tal como a dita torre e também a torre afonsina que foi a primeira Torre de Menagem.
Toda a parte norte e noroeste do Terreiro era defendido por enormes cubelos redondos, fora da fortaleza propriamente dita, que permitiam a defesa do mais fácil acesso ao reduto, por meio de seteiras quase ao nível do solo. A actual torre de menagem assenta o seu primeiro piso, a cerca de cinco metros do solo, numa abóbada granítica; os restantes pisos poisam em travejamentos e soalhos de madeira. No terreiro interior aparece-nos a profundíssima cisterna, forrada de cantaria, destinada a conter milhões de pipas de águas pluviais.
Integrando o memorável conjunto está a Igreja do Castelo, e primeira matriz, sob o orago de Nossa Senhora da Assunção. Tal como o Castelo também a Igreja sofreu os ataques e destruições que as guerras sempre trazem mas, no exterior, tendo servido de suporte de bebedouro público, de água potável, está uma pedra de armas primitivas que parece revelar as insígnias reais de D. Afonso III.


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