CASTRO DE SABROSA IDADE DO FERRO

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Desde sempre parece ter havido conhecimento da existência do Castelo da Sancha, outro nome do Castro de Sabrosa – ou por outra, a sua existência e localização parece nunca ter sido esquecida. Para além do seu valor histórico, sendo generalizada a crença que de algum modo está na génese da formação da própria vila de Sabrosa, o povo sabe e sente, vendo as ruínas deste Castelo as histórias antigas, truncadas, dos seus antepassados.
O Castro de Sabrosa, cuja ocupação teve início na Idade do Ferro e terminou na Época Medieval, foi defendido por três ordens de muralhas construídas com pedras faceadas. Um duplo fosso, exterior às muralhas reforça a Oeste e a Norte, reforça a defesa das zonas mais vulneráveis da estação. O reduto cimeiro evidência várias estruturas: um torreão, cinco casas, rampas de acesso e portas.
Dos materiais encontrados destacam-se numerosos fragmentos cerâmicos, lisos e decorados, com uma cronologia que se estende desde a Idade do Ferro até à Idade Média, muitos dos quais foram recentemente “redescobertos” nos depósitos do Museu de Geologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Foram ainda encontradas algumas bolas de funda em quartzo leitoso. Um grande machado em ferro, fíbulas e moedas romanas fazem parte do espólio metálico descoberto. São do maior interesse as 3 epígrafes romanas achadas: uma ara votiva dedicada a Júpiter e duas estelas funerárias – uma de Latronus e outra de Op(tacius).
Na Vila de Sabrosa, placas indicadoras assinalam o acesso a veículos e pessoas a este sítio arqueológico que se situa a 2 quilómetros a Norte da mesma, sobranceiro à estrada que segue para Vilar de Maçada (nacional 323) e ao rio Pinhão.

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