FISGAS DE ERMELO PANORAMAS AÉREOS 360º

  • RIO OLO

Verdadeira janela para o passado longínquo da Historia da Terra, as rochas quartzíticas das Fisgas de Ermelo elevam-se numa paisagem única de tirar o fôlego e provocar vertigem. O escritor e poeta Miguel Torga qualifica o lugar de "misto de espanto e terror". Estas rochas quartzíticas começaram por ser areias num mar pouco profundo junto das praias de um antigo continente, chamado Gondwana, localizadas próximo do Pólo Sul, à cerca de 500 milhões da anos. De então para cá, as areias transformaram-se em rochas duras, as praias levantaram-se para formar montanhas e estas materiais migraram para o hemisfério norte. Pelo caminho, todos os antigos continentes se juntaram, num verdadeiro "choque titânico", formando um supercontinente chamado Pangeia. Este conjunto de aveturas vividas pelo nosso Planeta pode ser lido nas Fisgas de Ermelo, onde as rochas se empilham num escarpado magnífico, verdadeiro livro de pedra que guarda estas histórias longínquas e admiráveis. A água do rio Olo dá vida ao Parque Natural do Alvão banhando aldeias e campos. Por onde passa, a todos presenteia de fresco e verde, despenhando-se altiva e grandiosa nas que são consideradas umas das maiores quedas de água de Portugal- as Fisgas de Ermelo

A Cascata das Fisgas de Ermelo é uma queda de água (cascata) localizada junto à União de Freguesias de Ermelo e Pardelhas, concelho de Mondim de Basto, distrito de Vila Real, em Portugal. Esta cascata é uma das maiores quedas de água de Portugal e uma das maiores da Europa fora da Escandinávia e dos Alpes, não se precipitando num único salto vertical: fá-lo em vários saltos, ao atravessar progressivamente uma grande barreira de quartzitos, num profundo socalco. As suas águas separam as zonas graníticas das zonas xistosas das terras envolventes. O desnível desta cascata, apresenta assim 200 metros de extensão cavados pelas águas calmas, mas perseverantes do rio Olo que nasce no Parque Natural do Alvão. Antes do inicio das quedas de água temos a montante um grupo de lagoas de águas cristalinas muitos usadas nas épocas de veraneio.

MIRADOURO

Nesta zona é possível observar uma impressionante sequência de cerca de 450m de bancadas de quartzitos, metassiltitos e filitos com níveis de ferro intercalados, quartzitos maciços, quartzitos impuros espessos, filitios cinzento-negros e quartzitos finos, quartzitos impuros pouco espessos, que se dispõem em bancadas em anticlinal aberto e de eixo inclinado para sudoeste. Na zona de Varzigueto, a montante, o rio Olo acompanha, grosso modo, o contacto do topo das bancadas quartziticas com as bancadas de xisto. A direção de fraturação N20ºE imprime ao rio uma série de desvios para sudoeste que o lançam mais para o interior dos quartzitos, surgindo então as cascatas. As quedas resultam da combinação da maior resistência das formações rochosas (essencialmente quartzíticas) com as duas direções de fraturação dominantes N20ºE e N60º-70ºW. Assim, o rio apresenta um traçado vincado por troços rectilíneos a que se sucedem, por vezes, ângulos que se aproximam dos noventa graus. A serra do Alvão, ao funcionar como bloco de movimentação vertical, aumentou o poder erosivo dos cursos de água, que se materealiza na erosão vigorosa observada nas Fisgas de Ermelo. Do desnível total do rio Olo cerca de metade ocorre na área das Fisgas de Ermelo


VISITA VIRTUAL 360º


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